Antes Que Aconteça nas Escolas
Quando a escola aprende a proteger, toda a sociedade aprende a cuidar.
O Antes Que Aconteça nas Escolas chega para fortalecer essa missão: ajudar estudantes, professores, famílias e toda a comunidade escolar a reconhecer sinais de violência, acolher, orientar e agir antes que aconteça.
Aqui, falamos sobre convivência, respeito, relacionamentos, amizade, internet, pedir ajuda…
Tudo de um jeito claro, direto e sem medo.







O Antes Que Aconteça é um programa que oferece apoio e prevenção para mulheres em situação de violência.
Ele está sendo implementado inicialmente na Paraíba, com ações como a criação de 52 Salas Lilás, unidades de acolhimento, carretas de direitos, grupos reflexivos para homens, e iniciativas nas áreas de educação, saúde e tecnologia.
O braço educacional do programa leva esse cuidado para dentro das escolas — onde a prevenção começa.
Dentro da escola, o programa tem um objetivo claro
preparar a comunidade escolar para identificar situações que não fazem bem e fortalecer relações respeitosas e seguras.
Ele orienta gestores, professores, funcionários, estudantes e famílias sobre:
O Programa Antes que Aconteça prevê a instalação de Salas Lilás, conforme Portaria MJSP Nº 911, de 25 de março de 2025, que institui o Programa Nacional das Salas Lilás para atendimento às mulheres e meninas em situação de violência.
Em João Pessoa, capital da Paraíba, foi inaugurada a primeira Sala Lilás do Brasil no âmbito do Ministério da Justiça, em março de 2025. A sala está localizada dentro do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), para onde as vítimas de violência física são encaminhadas após registrarem Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher. A segunda sala foi instalada em junho de 2023, no IPC de Campina Grande.
Ao todo, serão 52 Salas Lilás em toda a Paraíba – estado pioneiro do programa.
Acolher é ouvir sem julgamento.
O programa reforça o papel essencial dos educadores:
A proteção começa com uma conversa simples, carinho e escuta ativa.
Respeitar e ser respeitado é direito de todos.
Desde cedo, precisamos aprender o significado do consentimento, da autonomia e do limite no relacionamento.
Para as meninas:
Violência começa de forma sutil.
O programa ensina a identificar esses sinais cedo.
Violência começa de forma sutil.
O programa ensina a identificar esses sinais cedo.
Pequenas atitudes mudam muito:
O olhar atento de cada aluno ajuda a prevenir situações maiores.
Se você vir ou souber de algo, existem canais gratuitos e sigilosos para ajudar: 180, 197 e 190.
Ela pode estar escondida no jeito de tratar alguém.
As violências que o programa ensina a identificar:
humilhar, insultar, controlar
espalhar mentiras, destruir reputação
forçar algo contra a vontade
tirar dinheiro, destruir objetos
empurrar, bater, segurar com força
Tudo isso pode evoluir para o feminicídio — a forma mais grave de violência doméstica.
Se você reconhece algum desses sinais em casa ou na escola, procure ajuda.
Se algo te preocupa, entristece ou te deixa com medo, você não precisa guardar isso sozinho(a):
“Mas e se acharem exagero?”
Não existe exagero quando você não está se sentindo bem.
Falar é o primeiro passo para resolver.
O Antes que Aconteça é um programa nacional criado para fortalecer a rede de proteção a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, com um olhar especial para a prevenção.
Sua missão é garantir acesso à justiça, acolhimento, proteção e apoio — promovendo políticas públicas estruturadas para prevenir a violência de gênero antes que ela se agrave.
Serviços e Informações do Brasil
O programa tem abrangência nacional. Ele articula a atuação de diferentes entes públicos — União, estados e municípios — e promove a implementação de políticas públicas de prevenção e acolhimento em todo o país.
Entre as iniciativas já em curso está a criação de unidades de acolhimento especializadas (Sala Lilás), nas quais mulheres e crianças podem ser atendidas com privacidade, atendimento humanizado e suporte multidisciplinar.
A Sala Lilás é um espaço especializado de acolhimento e atendimento para mulheres e meninas em situação de violência de gênero. Foi criada pelo programa como parte da rede de proteção, oferecendo atendimento humanizado, sigiloso e multidisciplinar — com psicologia, suporte social, registro adequado e encaminhamento para a rede de justiça e proteção.
O objetivo da Sala Lilás é garantir que vítimas tenham acesso a atendimento qualificado e seguro, especialmente em localidades onde não há delegacia da mulher ou estrutura especializada, evitando revitimização.
O programa tem como foco principal mulheres em situação de violência doméstica.
Além disso, a iniciativa visa mobilizar instituições públicas, segurança, Justiça, organizações parceiras e a sociedade em geral — incluindo famílias, comunidades, redes de apoio — como parte da prevenção e do acolhimento.
Violência doméstica não se restringe apenas a agressão física. O programa e as Salas Lilás alertam para diferentes formas de violência de gênero — física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.
Se você se sente ameaçada, controlada, humilhada, teve sua liberdade restringida, é pressionada, manipulada, ou sofre qualquer tipo de abuso ou agressão — esses podem ser sinais de violência. Nesses casos, buscar ajuda, denunciar ou procurar apoio é um direito. O programa existe para acolher, orientar e proteger.
O programa estrutura redes de apoio e encaminhamento, incluindo unidades de acolhimento em Salas Lilás — para atendimento especializado, proteção e suporte integral.
Dependendo da localidade, os canais podem incluir delegacias, órgãos de assistência social, Justiça, Ministério Público, centros de referência, além de redes de apoio e serviços de proteção de cada estado ou município que aderiu ao programa.